Ele
Em frente ao posto, avistei um carro que antes não havia. De dentro dele saiu um garoto que não aparentava nada mais que 16 anos. Vestia um manto negro... Não, era mais que isso. Era a ausência de luz, eram trevas. Sua pele pálida lhe dava um tom majestoso, como a face da lua. Seus olhos esmeraldas pareciam atrair minha alma. Seus cabelos longos e encaracolados, negros como uma noite sem estrela. Seus pés não tocavam o chão.
Conforme flutuava pela grama, o verde dava lugar à morte. Pessoas caÃam, suas peles ganhavam um tom acinzentado conforme ele passava. A vida abandonava seus hospedeiros, todas as pessoas com quem ele mantinha algum contato. Mesmo assim, não me sentia ameaçada. Quanto mais ele se aproximava mais conforto eu sentia. Era como estar em um ventre materno. Sua aura exalava aconchego.
Conforme flutuava pela grama, o verde dava lugar à morte. Pessoas caÃam, suas peles ganhavam um tom acinzentado conforme ele passava. A vida abandonava seus hospedeiros, todas as pessoas com quem ele mantinha algum contato. Mesmo assim, não me sentia ameaçada. Quanto mais ele se aproximava mais conforto eu sentia. Era como estar em um ventre materno. Sua aura exalava aconchego.
Ele se aproximava cada vez mais de mim. Ao chegar à minha frente pude analisá-lo perfeitamente. Seus lábios vermelhos se destacavam na pele, exibindo um sorriso calmo. Só então percebi uma pequena falha em seu lábio superior, um corte na vertical, começava na extremidade indo até o fim do mesmo. Ele me fitou. Não sei quanto tempo aquilo durou, mas poderia passar a eternidade ali. Observando seus olhos. Nunca tinha visto nada tão bonito.